É o quarto museu mais visitado do Brasil, um local com arquitetura e obras que lembra, de fato, a Idade Média para que o visitante possa fazer uma viagem no tempo. Apesar de focar no passado, o lugar também abre espaço para discussões atuais a respeito de arte, história e cultura. Apesar disso, não é tão freqüentado pelos pernambucanos.
Um pouco afastado da agitação do Recife, o Instituto Ricardo Brennand, que foi fundado em setembro de 2002, está localizado no bairro da Várzea. Fundado pelo empresário e colecionador pernambucano, Ricardo Brennand — o qual coleciona os mais diferentes tipos de obras de arte de diferentes momentos da história há mais de cinqüenta anos —, o Instituto funciona em um conjunto de edifícios denominado Castelo São João. E, realmente, é um castelo. Ao mesmo tempo em que é contemporâneo, o Instituto tem peças decorativas originais como altar e brasões góticos. Sem falar na parte de fora que tem 18 mil hectares e que dá a sensação do visitante não estar no Recife, uma vez que possui uma área verde muito grande, bem conservada, e ainda, locais interessantes como lagos artificiais e esculturas em grande escala interessantes de se ver.
O Instituto, em 2002, inaugurou o espaço com uma exposição do pintor e desenhista Albert Eckhout denominada Albert Eckhout volta ao Brasil, exposição que passou por outros estados brasileiros e que trouxe pela primeira vez ao país um conjunto completo das pinturas de Albert as quais pertencem ao Museu Nacional da Dinamarca. Hoje, o Instituto abriga quatro exposições permanentes, são elas: Frans Post e o Brasil holandês, A arte brasileira no século XVII, existem ainda uma sala de bonecos de cera e uma exposição de armas brancas (a qual é uma das maiores do mundo e que também possui esculturas e pinturas). Em geral, grande parte da armaria, das artes decorativas, das tapeçarias, das esculturas, do mobiliário e das artes visuais é da Europa, Ásia, América e da África.
Além das exposições permanentes, o Instituto, de vez em quando, abre espaço para exposições itinerantes. No mês de setembro deste ano, por exemplo, quando o Instituto comemorava 9 anos de existência, era possível ver Lá vem os violados, exposição feita para homenagear os 40 anos do grupo pernambucano Quinteto Violado. Antes desta, os visitantes tiveram a chance de ver obras de Michelangelo.
Muito embora grande parte das pessoas que freqüentam o museu possa ir determinada a ver exposições, o Instituto Ricardo Brennand ainda possui uma biblioteca com acervo de 20 mil itens (livros, fotografia, partituras e discos, por exemplo) que falam a respeito, principalmente, do Brasil colonial. Muitos pesquisadores, nacionais e internacionais, têm como destino este acervo para estudos e pesquisas. O Instituto também oferece cursos de história da arte, programas educativos e programas voltados para professores.
Como se pode notar, não existe um público certo para visitar o Instituto, é bem heterogêneo. Desde sempre ele oferece exposições e atividades que podem agradar o gosto de todo mundo. Vale lembrar, ainda, que muito interessante é o “trabalho” de marketing que o local possui. Ou melhor, não possui. O Instituto não tem uma área direcionada para a publicidade e propaganda, ele depende muito da divulgação que é feita pelos próprios visitantes, através do boca a boca. E esta forma de divulgação tem dado certo. O Instituto funciona apenas meio expediente, das 13h às 17h, de terça a domingo, fica longe do centro do Recife e ainda sim é reconhecido — muito embora, este reconhecimento não seja muito por parte dos pernambucanos, infelizmente.
Apesar de não ser tão visitado pelos pernambucanos como deveria, o Instituto Ricardo Brennand recebe várias famílias interessadas em mostrar aos filhos o mundo da arte. Para saber mais, escute AQUI!
Como foi falado, o Instituto foi inaugurado em setembro de 2002, há nove anos. Como cada ano há comemoração, este ano não poderia ser diferente. Em 2011 todos saíram ganhado. Quer saber e ver o que teve em setembro deste ano? É só conferir ESTE link. :)
Para quem visita o Instituto Ricardo Brennand (IRB), localizado no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, além de apreciar uma paisagem repleta de esculturas e exposições, pode-se também desfrutar de um ambiente repleto de natureza viva. O Castelo de Brennand, como é conhecido popularmente, já se tornou uma boa opção de lazer para quem procura tranqüilidade mesclada com uma programação cultural diversa, que busca agradar a todos os públicos.
Considerado o 4° museu mais movimentado do Brasil, já tendo sido visitado por cerca de 1,5 milhão de pessoas desde a sua fundação, o IRB já se tornou um expressivo ponto turístico para quem visita a cidade do Recife. O público que freqüenta o local tem características bem heterogêneas, durante a semana se concentram mais as visitas de estudantes do ensino fundamental e médio. A agenda do instituto sempre está lotada, várias escolas querem levar seus alunos ao local, que dispõe um dos maiores acervos históricos do país.
Nos finais de semana é que o IRB recebe o seu maior numero de visitantes. Sempre com alguma exposição à mostra, o público em geral se impressiona com a magia do lugar. Além de sua arquitetura, que lembra muito castelos medievais, as pessoas também dispõem de peças que ficam expostas ao ar livre. Uma das esculturas mais cobiçadas pelos flashes dos visitantes é uma replica da estátua de Davi, que fica localizada no jardim, logo na entrada do castelo.
A tarde de um domingo se torna bastante agradável no castelo de Brennand, é comum ver pessoas idosas, pais que levam seus filhos pequenos e até gente jovem que vem ao local em busca de conhecimento e diversão. O museu dispõe de uma estrutura para ninguém botar defeito, tudo é bem organizado para receber um grande número de pessoas. Em geral, todos saem bem satisfeitos com tudo que viram e sentiram afinal, o público também pode interagir com o lugar. Existe uma fonte dentro do castelo, muito conhecida como uma “Fonte dos Desejos”. Nesta espécie de “santuário”, as pessoas fazem os seus pedidos e jogam moedas para que eles sejam atendidos. A fonte está sempre repleta de moedas e não há quem não resista e jogue uma também, se o pedido vai ser atendido não se sabe, mas vale à pena tentar.
A divulgação deste local tão escondido em meio ao caos urbano é geralmente feita através do chamado boca a boca. Mesmo com uma página na internet e aparições na mídia, quem freqüenta ou já foi até o IRB sempre fica sabendo de sua existência por conta de alguém que já foi e consequentemente gostou. A importância cultural do instituto é indiscutível, pessoas de todas as idades, todas as crenças podem desfrutar de tudo que o local propicia aos seus visitantes. O público, por mais heterogêneo que possa parecer se encontra neste lugar que narra a história de todos nós.
Este vídeo mostra uma das exposições que estava em cartaz no IRB, uma mostra que comemorava os 40 anos de um dos grupos nordestinos mais tradicionais de nossa cultura, o quinteto violado. A exposição mostra a história do grupo dede a sua formação em 1970 até os dias atuais, alem disso o publico também podia escutar as musicas da banda através de um recurso multimídia criado especialmente para esta mostra. Vale a pena conferir
Trecho de uma entrevista feita com Hugo Coelho, que é o historiador responsável pelo IRB. A entrevista destaca o perfil das pessoas que visitam o instituto e quais os atrativos que o local dispõe para cativar as pessoas. ESCUTE AQUI










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