sábado, 27 de agosto de 2011

Intrigas de Estado, um suspense de primeira página


Estréia hoje, nos cinemas de todo o país, o filme Intrigas de Estado (State of Play), do diretor Kevin Macdonald. Há tempos Hollywood não produz uma trama tão envolvente quanto a deste filme, que é o primeiro de Macdonald. A história contada é baseada no seriado inglês, de 2003, que recebe o mesmo título. A obra chama atenção porque o personagem principal, o jornalista Cal McAffrey, vivido pelo grande ator Russel Crowe, se envolve na apuração de assassinatos que, aparentemente, não têm nada em comum, e com o desenrolar dos fatos, ele se vê diante de questões éticas e pessoas.
Tudo isso porque um dos assassinatos envolve Sonia Baker (Maria Thayer), a qual é amante e integrante do grupo de campanha do político Stephen Collins, representado pelo renomado Ben Affleck, que por sua vez é um velho amigo de Cal MacAffrey. Mais um caso envolvendo jornalismo e política, mas ao contrário do que se possa pensar, a abordagem principal que o filme traz é outra.  
Juntamente com a jornalista inexperiente e responsável pelo jornal online, Della Frye, vivida pela talentosa Rachel McAdams, Cal McAffrey não deixa passar nenhum detalhe, por mais indiferente que pareça, e dá uma grande lição que é a de sempre ir atrás da verdade e fazer questão de descobrir o que realmente aconteceu. Diferentemente da editora de redação do jornal The Washington Globe, Cameron Lynne (Helena Mirren), a qual só parece se importar com a quantidade de vendas que o jornal iria proporcionar — fato que acontece em muitos jornais mundo a fora, diga-se de passagem.   
Juntos, os jornalistas embarcam em uma história cada vez mais intrigante, onde arriscam até as próprias vidas a fim de descobrir a verdade que está por trás dos assassinatos que ocorreram na cidade de Washington DC e a relação com grandes instituições estadunidenses, deixando a trama mais envolvente para quem assiste.

Della Frye (Rachel McAdams) e Cal McAffrey (Russel Crowe)


 O uso de tecnologias para desvendar os mistérios é comum em boa parte do filme. Geralmente, os artifícios utilizados pelos dois repórteres para coletar as informações necessárias e desvendar o quebra-cabeça são bem inteligentes. No filme, McAffrey tem acesso a vários formatos de mídia para atingir o objetivo, como, por exemplo, o celular utilizado pela vítima, além de conseguir imagens do circuito interno de TV de uma estação de trem da cidade e também com a ajuda da internet para identificar pessoas e lugares que ajudassem a desvendar os crimes. Tudo isso e mais a ajuda de diversos contatos que o jornalista possuía.
Por falar em internet, se o espectador desejar, ele pode sair do cinema refletindo a respeito da qualidade das notícias que se encontra, hoje em dia, nos portais de notícias online. Vale a pena prestar atenção na grande diferença que o filme faz questão de retratar. O jornalismo da web está cada vez mais rápido, é verdade, mas também mais superficial e com muitas “notícias” que a gente pode chamar de inúteis ou sensacionalistas. Cadê a tão importante apuração que se vê mais constantemente no jornalismo impresso?  


Stephen Collins (Ben Affleck) e Cal McAffrey (Russel Crowe

A história não é apenas uma matéria rotineira de jornalismo investigativo ou sobre política. Ao longo da história, McAffrey e Frye vão entendendo que tudo é cada vez mais complexo do que imaginavam e que ter uma posição ética dentro do jornalismo, seja online ou impresso, é muito mais do que uma obrigação.  
O filme é cheio de reflexões, suspense, reviravoltas e ações. Além disso, quem for ao cinema vai assistir a uma bela produção, com direito a roteiro, feito por Tony Gilroy e Matthew Michael Carnahan, bem amarrado e uma fotografia incrível. É uma história surpreendente, que consegue envolver os espectadores do começo ao final do filme. O ingresso valerá a pena. Com certeza, este suspense será manchete. 
Você pode conferir o trailer clicando AQUI ou pode assistir aí embaixo! (:




quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Democracia?

                Estamos em 2011 e uma das coisas que mais escutamos é que a internet veio revolucionar o mundo, uma vez que a impressão que fica quando se entra em contato com essa ferramenta é a que todo mundo pode fazer o que quiser e quando quiser como se fosse uma democracia, e tendo uma democracia , nos dias de hoje, tudo fica, supostamente, bem. Não é bem assim que as coisas acontecem.
            É verdade que na internet as pessoas encontram diversas maneiras de se expressar, opinar, fazer protestos. O grande problema dessa “democracia” é que nem todo mundo tem acesso a esse mundo virtual.
              Existe uma falsa ilusão de que estamos inseridos, conectados em um mundo em que a internet é um dos fatores dominantes. Estar ligado ao mundo virtual, nos dias de hoje, se tornou uma coisa primordial. Mas realmente isso não chega a todos os públicos. Países como o Brasil, por exemplo, dispõe de uma infra-estrutura ruim no ramo das telecomunicações, o que torna o serviço de internet de alta velocidade cara e, para alguns, inacessível.
              Aliás, bastante coisa no Brasil ainda é inacessível para parte da população. Outro fator de relevância é o avanço desenfreado das tecnologias. Geralmente vindas de países mais desenvolvidos, vai se criando uma sensação de progresso, porém, um “progresso” que nem todos têm acesso.
            O primeiro ponto a ser observado é de que as pessoas que tem uma maior facilidade a estas fontes, às vezes, não tem uma instrução necessária, o que faz do objeto adquirido um simples produto do consumismo exagerado. Sempre se lança novos celulares, aparelhos de TV, som, computadores, etc. Todos munidos de alta tecnologia, sempre superior do que o modelo anterior, fazendo com que as pessoas almejem aquilo por uma ilusão de que ter o último lançamento de um determinado produto é uma obrigação, quando na verdade ela não tem nem idéia de como usá-lo.
            O segundo ponto que se pode abordar é a impressão de que as pessoas nunca vão estar totalmente atualizadas em relação às tecnologias — nem aquelas que podem e têm vontade de saber a respeito de tecnologia. Os sistemas são atualizados a toda hora e fica praticamente impossível dominar todas as áreas. Ou seja, eterna exclusão.
            Acompanhar esse transbordo de novos recursos e mecanismos a qual estão sendo criados não é fácil, principalmente se olharmos pelo lado econômico. Aqueles que têm como acompanhar esses avanços geralmente são os mais favorecidos economicamente, pessoas que vivem em uma boa situação financeira e dispõem de informações em tempo real de tudo que se é mais “moderno”. Dizer que estamos todos conectados e interligados é uma inverdade, todos são meio que impostos a se sentir dentro da sociedade, e uma das formas de estar dentro dela é criar um perfil no orkut, facebook, twitter, entre outros
         Uma solução para essas questões? Não é fácil pensar em algo prático e ainda mais que funcione no Brasil. A inclusão social é a maneira de tentar inserir toda a sociedade neste mundo tecnológico. Atender todo o país nas suas necessidades educacionais, ter um bom serviço de telecomunicação, ter gente responsável no poder e que saiba tomar decisões que façam sentido. É claro que todas as soluções que forem encontradas serão de longo prazo, mas que precisam ser colocadas em práticas o quanto antes. Se acontecer o contrário, a exclusão social será cada vez maior e em campos cada vez maiores.  

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A volta do Zé Gotinha


Rolou no último sábado, em todo Brasil, a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomelite. Cerca de 7,2 milhões de crianças menores de cinco anos foram atendidas. A primeira fase, que aconteceu em 12 de junho, imunizou 12 milhões de crianças.
O Ministério da Saúde tem como objetivo prevenir, com essas duas campanhas, 95% das crianças desta faixa etária. A expectativa do governo é que o resultado oficial seja divulgado até o final do mês de agosto.
A quantidade de doses da vacina distribuída em todo território nacional, em sua totalidade, foi de 48 milhões.
Para os pais que não conseguiram levar os filhos para tomar a gotinha, não é preciso se preocupar. A vacina vai continuar disponível em 115 mil postos da rede pública de saúde espalhados pelo país. Lembre-se que a imunização nesta fase da vida é essencial para o desenvolvimento saudável do indivíduo.